Era um choro dengoso, sentido
Era saudade de um momento fatal
O coração apertado pelo amor perdido
Enchia-me a boca lágrima de sal
O corpo, quase que amortecido
Débil, por um padecer preterido
Dentro do peito uma malha rota
Um coração aniquilado pela derrota
Raiava o dia, o jardim que era florido
Agora, só flores murchas como o final
Outra vez o choro compadecido
Amor findo que se foi de forma brutal
(...) hoje
Vesti-me de coragem, esqueci o tempo ido
À minha vida, dei um novo sentido
Desse amor insano, que me fez tanto mal
Também me despeço de forma magistral
Diná Fernandes